O Instituto Start Doing adotou o programa Salvaguarda — operado pela Tela Tuta, com canal de denúncia independente, comitê externo formado por advogado(a), assistente social e psicólogo(a), e selo anual de qualidade.
O esporte deveria ser lugar de cuidado. Mas tem virado, com frequência, lugar de abuso. Os casos públicos recentes no jiu-jitsu — e em outras modalidades — mostraram um padrão antigo: estruturas que protegeram técnicos em vez de proteger atletas. Famílias que confiaram ficaram sem ter para onde correr.
A gente não aceita esse modelo. Tolerância zero a qualquer forma de abuso, assédio, violência, discriminação ou descaso — não importa quem seja a pessoa, o nome que carrega ou há quanto tempo está aqui.
Mas tolerância zero, sozinha, não protege ninguém. Proteger exige estrutura. Regras escritas, canal de denúncia que ninguém daqui dentro controla, comitê de fora, prazos de resposta, pessoas treinadas, contas abertas pra quem quiser ver.
Por isso adotamos o Salvaguarda. É a forma que escolhemos de transformar discurso em compromisso que pode ser cobrado.
Adotamos o SalvaguardaO Salvaguarda é um programa de proteção institucional operado pela Tela Tuta — uma organização externa, separada da Start Doing. As decisões do programa não passam por dentro da academia; passam pelo comitê do Salvaguarda.
O comitê é formado por três profissionais que não fazem parte da estrutura da Start Doing: um(a) advogado(a) especialista em proteção, um(a) assistente social e um(a) psicólogo(a). Eles não respondem ao Head Coach, não respondem à diretoria do Instituto, não respondem a ninguém daqui dentro. Essa separação é o que torna o canal confiável — porque denúncia que chega em quem é parte do problema não vira ação, vira abafamento.
O programa é estruturado em cinco etapas de implantação e manutenção, e a Start Doing aderiu a todas:
Palestra inicial com lideranças e equipe sobre a importância da política de salvaguarda — para clientes, para colaboradores e para o Instituto.
Capacitação técnica da equipe sobre legislação e boas práticas, e criação do documento oficial com a política interna de salvaguarda da Start Doing.
Canal independente e profissional, operado pelo comitê externo da Tela Tuta — advogado(a), assistente social e psicólogo(a) — pra receber e tratar comunicações com sigilo.
Certificação anual concedida a organizações que cumprem o checklist de boas práticas institucionais. A Start Doing busca a renovação do selo a cada ciclo.
Canal contínuo de ouvidoria à disposição do Instituto pra qualquer demanda relacionada à política de salvaguarda — manutenção viva do programa.
Adotar o Salvaguarda não é decoração de fachada. É compromisso assinado, com regras concretas e fiscalização externa. Estes são os compromissos que a Start Doing assumiu:
As regras do Salvaguarda valem dentro da Start Doing pra toda pessoa adulta que tem contato com nossos atletas — equipe técnica, equipe administrativa, voluntários, parceiros, gente de fora que vem trabalhar com a gente.
Todo adulto que convive com atleta na rotina assina um termo individual — comprometendo-se com as regras, declarando não ter antecedente criminal, autorizando que isso seja conferido periodicamente, e se comprometendo a denunciar qualquer coisa errada que veja.
Conferimos antecedentes criminais de todos os adultos com contato com atletas, conforme a lei (Lei 14.811/24), e renovamos a verificação periodicamente. Vale pra equipe técnica, administrativa, voluntários e adultos que ficam no alojamento.
Equipe técnica e administrativa passa por treinamento anual em proteção infantil e prevenção de abuso, dado pelo próprio Salvaguarda.
O canal de denúncia funciona dentro do Salvaguarda, fora da Start Doing. Ninguém da academia tem acesso ao que é enviado. O Comitê é quem decide, encaminha e age.
Quando uma denúncia chega, a Start Doing colabora integralmente com o Comitê — passa as informações que pedirem, executa o que for determinado (como afastar quem foi acusado enquanto se apura), e respeita o sigilo.
Se você viu, sofreu ou ouviu algo que não devia acontecer no ambiente da Start Doing — ou em qualquer outra academia que adota o programa — o canal do Salvaguarda existe pra isso.
Você não precisa ter certeza pra denunciar. Não precisa ter prova. Não precisa ter passado por isso. Se algo te incomoda ou parece errado, o comitê externo da Tela Tuta acolhe e avalia.
Você também pode comunicar diretamente ao comitê pelo e-mail canal@telatuta.com.
O Salvaguarda atua junto com as autoridades — não no lugar delas. Se há perigo real e imediato — agressão acontecendo, criança em situação de violência agora — ligue diretamente:
Quando há agressão acontecendo ou risco imediato à integridade física de alguém.
Ligação gratuita, 24 horas. Recebe denúncias de violência contra crianças e adolescentes em todo o Brasil. Também é a via para comunicações anônimas.
Atendimento à mulher em situação de violência. Gratuito, 24 horas, em todo o Brasil.
Em casos de abuso ou violência contra criança ou adolescente, o Conselho Tutelar do município é a porta de entrada do sistema de proteção. Em Florianópolis, o contato está disponível no site da prefeitura.
O Salvaguarda foi pensado pra ser adotado por outras academias, clubes, federações e projetos sociais. Qualquer entidade séria que queira proteger quem tá ali pode contratar o mesmo programa, com a mesma estrutura independente que a Start Doing implantou. A operação é feita pela Tela Tuta.
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